Como a indústria viciou o Brasil em Junk Food



Em setembro do ano passado a reportagem que foi capa de um dos jornais mais influentes do mundo em setembro do ano passado mostra como a indústria de alimentos ultraprocessados passou a utilizar táticas agressivas para expandir o consumo desses produtos em países em desenvolvimento, como o Brasil, se aproveitando da falta de informação das populações, já que o consumo de industrializados têm diminuído em países ricos.

Em um porto em Belém, Brasil, um barco que partirá em direção a Muana é carregado com produtos da Nestlé.

 

Basicamente, a reportagem explica como gigantes da alimentação, como Nestlé, Coca Cola, Pepsi Cola e McDonald´s, entre outras, estão comercializando seus produtos tão ostensivamente que chegam a transtornar os hábitos alimentares tradicionais de países em desenvolvimento. O resultado é que, na última década, a taxa de obesidade no Brasil quase dobrou para 20%, e a parcela da população com sobrepeso praticamente triplicou, indo para 58%.

Taxa de obesidade no mundo
As taxas de obesidade nos Estados Unidos, no Pacífico Sul e no Golfo Pérsico estão entre as mais altas do mundo – mais de um a cada quatro americanos está obeso. Mas a obesidade, definida como um índice de massa corpórea acima de 30, cresceu mais rapidamente nos últimos 30 anos nos países da América Latina, África e Ásia.

As taxas de obesidade nos Estados Unidos, no Pacífico Sul e no Golfo Pérsico estão entre as mais altas do mundo – mais de um a cada quatro americanos está obeso. Mas a obesidade, definida como um índice de massa corpórea acima de 30, cresceu mais rapidamente nos últimos 30 anos nos países da América Latina, África e Ásia.

 

Uma das fontes ouvidas pelo jornal americano é Carlos Augusto Monteiro, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, coordenador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS) e do Guia Alimentar da População Brasileira, documento oficial do país, publicado pelo Ministério da Saúde. 

Em um dos trechos da reportagem, Monteiro explica: “O que temos é uma guerra entre dois regimes alimentares, uma dieta tradicional com alimentos de verdade, produzidos por agricultores locais, e os produtores de alimentos ultraprocessados, feitos para serem consumidos em excesso e que, em alguns casos, viciam.”

Leia a reportagem traduzida publicada no New York Times em setembro de 2017 

 


Vale assistir também ao minidocumentário produzido para a reportagem, onde o professor Carlos Monteiro explica como os alimentos ultraprocessados estão substituindo as refeições tradicionais, baseadas em comida de verdade e prejudicando os hábitos alimentares e a dieta da população.

 



fonte: New York Times - https://www.nytimes.com/2017/09/16/health/brasil-junk-food.html